Agora é lá... http://somdecordemim.blogspot.com

Corre, vai!!!!

beijos!

Sanka



- Postado por: Sanka às 11h11
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Queridíssimos, o blog vai ficar off, enquanto eu tento resolver esse problema no template. Não aguento mais esse brancão.

 

Inté!

Beijoconas!



- Postado por: Sanka às 09h25
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Eu já previa que seria muito difícil falar dela. Várias vezes eu tentei escrever um texto onde coubesse um terço do que sinto. Nunca consegui. Não há como descrever a luz que vem do sorriso dela, a maneira como os olhos brilham e se pode ver quanto amor ela tem. Agora, enquanto escrevo, várias vezes paro, e posso vê-la na minha frente; e abro um sorriso, e calo pra ver o sorriso dela. E emudeço diante te tanta coisa indescritível, indizível, incomensurável.

Tenho um orgulho imenso dessa mulher, e uma gratidão maior ainda.  Orgulho de como ela conduziu a separação, mesmo sofrendo muito. A maneira como ela nos criou, nos livrando da mágoa tão comum às mulheres numa situação dessas.  De como ela foi sábia, generosa, bondosa. Orgulho de nunca ter ouvido ela dizer uma única palavra que desabonasse meu pai ou a mulher com quem ele foi viver, e que anos mais tarde, quando o tempo se encarregou de fechar as feridas, se tornou nossa “mãe II” e amiga dela. Gratidão por ela nos dar a oportunidade de crescer sem rancor, mágoa ou ódio, por ela não ter plantado essa semente.

Mãe, o amor que eu sinto é tão grande, a sua presença em mim é tão forte, que é difícil falar. A sua beleza é tão imensa, que é impossível descrever.

Guardo então, o seu jeito de cantar as músicas com os dedinhos pra cima, como se estivesse interpretando; a senhora dizendo “eu sou como Gabriela... nasci assim, cresci assim, vou ser sempre assim...”; com todas as palavras, onomatopéias e dizeres que inventa; com a gargalhada inclinando a cabeça pra traz como quem deixa a alegria explodir; com o rebolado no samba miudinho que só a senhora sabe fazer; aquela sopa de galinha, o café da tarde, o embalado da rede no quintal... são tantas coisas dela, próprias, autênticas. Todas coisas simples, brejeiras, pueris... LINDAS.

 

É por isso, mãe, que hoje, e sempre, te desejo saúde, harmonia, alegria. Que Deus nos conceda muitos anos de vida, para que possamos compartilhar ainda mais esse amor, que sei, temos de sobra.

 

Te amo, mamis.

 

 

 

na vitrola: Eu sei que vou te amar - Tom e Vinícius

[porque ela adora que eu cante essa música, e recite 'Soneto de Fidelidade'] 



- Postado por: Sanka às 13h12
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Cresci numa casa no centro de Teresina, com um enorme quintal e uma legião de amigos. Lá em casa sempre foi o quartel general das brincadeiras, e estava sempre cheia de amigos da minha mãe. Típica “Casa da Mãe Joana”, cheia de gente entrando e saindo. Amigos da escola ou primos passavam o fim-de-semana, vizinhos vinham comer daquela sopa que só a D. Sônia sabe fazer, ou vinham buscar abrigo, aqueles que por algum motivo, precisavam de ajuda. Crescemos na filosofia de que mais vale amigo, do que dinheiro no bolso, e o que importa na vida é o bem que repartimos.

 

Muitas das pessoas que comeram do “nosso angu” e dormiram em nossas camas, hoje não sabem, sequer, quem somos. Muitas foram as decepções. Muitos foram os que sumiram de uma hora para a outra, sem ao menos olhar para trás. Muitos foram os comentários desagradáveis que soubemos ter partido de pessoas que recebemos em nossa casa de braços abertos e queríamos bem. Poucas, no entanto, ainda hoje agradecem a acolhida, e nos trazem [tenho certeza], no coração, embora a vida tenha, naturalmente, afastado.

 

Tenho pensado muito nisso de uns dias pra cá... confesso que um pouco chateada desse tipo de coisa ainda acontecer conosco, quando já deveríamos ter aprendido a usar de mais reserva, a deixar a porta, pelo menos, entreaberta.

 

Mas não. Mamãe sempre teve um coração enorme e é capaz de ficar sem nada pra ajudar um amigo. Foi dela que herdei o sorriso, e essa coisa de abrir minha casa como abro os meus braços. E é assim que a gente, por vezes, se magoa. Por dar tanto valor a um amigo, sem saber se ele sabe o que esta palavra realmente significa.

 

Devo confessar que esmoreci esses dias, que pensei em mudar de atitude, de esfriar, de tentar endurecer. Mas ontem estive na casa de minha mãe comemorando o aniversário da minha tia Rosário, rodeada de poucos e queridos amigos de muitos anos, e cheguei à conclusão de que se para tê-los, para que restem pessoas como eles pertos de nós é preciso passar por outros que nos trazem dor, vale à pena. Não vou deixar que as lições de generosidade de minha mãe se percam na mesquinhez de comentários de gente frustrada que parece não ter muito do se orgulhar, mas desejam impor seus valores equivocados para quem os cercam. Não vou deixar que a incapacidade de alguns de refletir e “se colocar” no lugar do outro antes de fazer um julgamento, tire a alegria que conservo a duras penas. 

 

Portanto, queridos, sou a mesma de sempre... marmoteira, sorridente, carrancuda, respondona, amiga, leal... escorregando aqui e ali, errando mais do que acertando... cheia de qualidades e defeitos como qualquer um de nós, filhos de Deus e habitantes do planeta Terra. [tudo bem que pode existir vida em outros planetas, mas como não sei se os “puns” deles fedem, eu deixo a comparação entre a gente mesmo, ok? Ou você vai me dizer que o seu não fede?].

 

 na vitrola: caçador de mim - Milton Nascimento

[só porque fala muito de mim]

 

Deixo também um link que Lene me mandou por emai, e fala coisas bacanas e que têm a ver com o que tenho pensado.

http://www.coramaria.com.br/julgamento.htm



- Postado por: Sanka às 18h56
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Há dias ele fica ali, cismando, frente ao seu amigo. Há dias Severino não come. Está amuado, encorujado, quieto num canto. Pega com cuidado, conversa, pede: - come, Severino. Severino pouco levanta os olhos, não faz conta, não se mexe. E meu menino ali. Deita, levanta. Anda cá. Anda lá. E então volta a ficar com seu Severino. Vai espiar se ele já comeu, e nada. Não comeu nada. E vem meu menino, com seus olhos tristonhos de pedir colo. Compra vitamina, dá comida na boca, bebe um pouco mais de água. Ouve um piar. “Olha lá... vai melhorar. Não vai?”. Vai, meu amor, vai sim; sossega! Mas Severino, sabiamente, esperou que descansasse o menino, para só então, ele mesmo, poder descansar. Foi bater suas asas bem mais alto do que nossos olhos podem alcançar.

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Severino, nosso chico-preto, morreu...

 

                                                                               na vitrola: Passarim - Tom Jobim



- Postado por: Sanka às 13h00
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2007. Não fiz listas. Não fiz planos. Não comprei agenda, nem anotei as metas. Não arrumei os armários, nem defumei a casa. Não comi sete uvas, nem tampouco pulei sete ondas do mar. Este ano não pensei na cor que vestiria, nem me preocupei em comprar calcinha nova. Coloquei meu vestidinho preto, prendi os cachos com uma presinha de strass, e saí sem os óculos. Rompi o ano, mais uma vez, vendo meu amor tocar. E como tantas outras vezes, encostei no palco, disse, e ouvi “eu te amo”. Abracei os amigos, desejei coisas boas pra mim e pra eles, dancei até os pés pedirem arrego, vi o sol nascer, tomei cerveja até dizer chega, e passei o primeiro dia do ano dormindo. Risquei do meu vocabulário “a partir de”, por isso não me preocupei com a segunda-feira, com o primeiro dia do ano que iniciou. Estou agora no mesmo trabalho, com os mesmos problemas e com as mesmas contas pra pagar. Mas não sou a mesma. Não porque mais uma folha de calendário voou. Ao longo deste ano fiz descobertas incríveis dentro de mim, com a ajuda de uma pessoa em especial, e mais do que especial. Por conta dela, de coisas simples que ela me faz ver, tenho olhado pra mim de outro jeito, e tenho tentado compreender como funciona esse complexo engenho aqui de dentro. Falta muito, eu sei. Mas Lela, é impagável a sensação de saber-me. E agora eu sei. Graças a você, EU SEI. E minha amiga, tenha certeza, o ano de 2006 vai ser marcado por essa descoberta, pela felicidade de ter te conhecido, mesmo com essas limitações físicas, dessa distância que me impede o abraço.

 

Então, queridos, eu digo... tentei, e tenho tentado, receber esse ano, como mais um passo, mais um tijolo, mais um dia na construção da minha vida. Preciso arrumar meus armários, comprar uma agenda, estabelecer metas [pequenas, né Lela?]. Mas não farei isso porque virou o ano. Farei porque sinto que assim estarei no caminho certo para o que eu acredito, me fará bem.

 

Se eu pudesse desejar em uma única palavra, o que desejo para todos nós, desejaria HARMONIA. Essa palavra que me remete à equilíbrio, à proporcionalidade. Desejo que tenhamos nem tantas alegrias que nos façam esquecer do irmão, e nem tantas tristezas que nos abale a fé. Que os dias em que haja muita chuva seja seguido de um pouco de sol. Que se o calor for tanto que nos tire o humor, amanheça um dia ‘bonito pra chover’, nem que não chova, mas que nos traga sensação de alívio. Não teremos nunca “todos os sonhos realizados”, mas podemos sentir prazer na possibilidade, e na busca da realização. Harmonia! É o que quero pra mim. É o que desejo pra você.

 

E ó, Braguinha sabia das coisas: “A vida só gosta de quem gosta da vida”.

 

Beijos!

 na vitrola: "Deixa Chover" - Guilherme Arantes



- Postado por: Sanka às 12h41
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Primeiro me desculpem a ausência daqui, e de vocês. Foram dias em que estive fora do escritório, fora do meu eixo, fora de um estado emocional razoável. Nem tudo foi ruim esses dias – claro! – mas não estive tranqüila; ou quando ensaiava estar, estava longe de um pc. Peço desculpas, principalmente, por não ter ido à ‘casa’ de cada um de vocês desejar meu “FELIZ NATAL” e expressar todo o meu carinho. Queria poder dar meu melhor abraço e dizer o quanto suas presenças me fizeram feliz nesse ano que se vai.

Tragam suas marmitas

Como em todos os anos, desde que nasci, fui almoçar na casa da minha avó. Este ano “fomos”, já que é o primeiro natal depoi que casei. Então, “fomos”: eu, marido e minha enteada. Como de costume, estavam todos lá... papai, sua esposa e meus irmãozinhos menores: Ivan, que é meu afilhado, de dois aninhos; e Lavínia, que acaba de fazer um mês de vida. Minha mãe e meus irmãos Jordan e Amanda, que faz aniversário junto com o menino Jesus, dia 25. Meus primos e Tia Rosário.

Para quem possa ter estranhado meu pai estar com sua esposa e minha mãe, um adendo: eles se separaram há mais de 20 anos, meu pai está no terceiro casamento [infelizmente sua segunda mulher, minha querida madrasta, faleceu há quase seis anos] e se dão muito bem.

Vovó Conceição é a matriarca da família. Praticamente criou os irmãos mais novos, e cuidou sozinha do único filho, já que se separou com menos de dois anos de casada porque o marido não queria que ela estudasse. A casa dela é uma espécie de quartel general. É lá onde a família se reúne.

Lembro da infância. Como tudo sempre foi. Vovó sentada na sala com Tia Lídia, Tia Mundica e o resto da família, Tia Rosário na cozinha aprontando o almoço, e a criançada correndo pela casa. Caía algo, Tia Rosário logo gritava: “Meu Deuuuuuuuuuuus” [sempre esparrosa...]. Ao que vovó respondia igualmente gritando: “Que foooooooooooooi isso?” [levantava as pernas do sofá e esbugalhava os olhos de susto]. Vendo a cena - balançava a cabeça, serena, como sempre foi, Tia Lídia, que dizia: “Minha gente, pra que isso?”. E a gente disparava a rir, de tantas vezes ver aquilo acontecer.

[Vovó Amélia, Tia Mundica e Tia Lídia não estão mais aqui, deixaram no natal esse gostinho de saudade].

Minha avó gosta de muita fartura, e desde que eu me entendo por gente, o cardápio é o mesmo no natal [e também no “dia das mães”, segunda data em grau de importância, nessa família de muitas mulheres]. Ainda quando minha bisavó era viva, era feito na manteiga o peru; acompanhado de farofa de miúdos e azeitona, salada branca [o segredo que leva maçã verde e abacaxi], e arroz com ervilha. Minha avó servia o almoço à vontade, mais prevenia que não comessem tudo, para deixar para o jantar. Eram assados dois perus. Eu sempre me incomodava com essa coisa de não servir tudo. [devia ser esse meu indefectível talento para ser ‘do contra’; Ou quem sabe a gulodice típica dos gordos]. Dizia à minha avó que era ‘almoço de natal’, que não precisava dessa coisa de todo mundo sair cheio de marmita. Mas todo ano era a mesma coisa... se mamãe não levava as marmitas, tia Rosário reclamava. E lá ia tirar suas ‘tapawers’ do armário. E cantarolava enquanto arrumava as comidas nas vasilhas: “tu vai mas volta...” [uma música de Lázaro do Piauí, compositor piauiense] pra dizer que estava emprestando, mas que era pra devolver logo suas preciosas vasilhas. Até hoje é assim.

Esse ano, quando me despedia de minha avó, ela perguntou: “minha filha, vai levando de tudo?” Foi quando compreendi o quanto aquilo era importante. Era a primeira vez que eu saia do almoço de natal para a minha própria casa, para minha nova família. Foi assim que entendi, que a preocupação de minha avó em nos alimentar, que o cuidado dela em nos cuidar, não se exauria com o almoço. Se estendia até o jantar.

Como não levei minhas marmitas, foi Tia Rosário, satisfeita, me emprestar as suas. Não sem cantarolar, enquanto arrumava a comida: “tu vai mas volta...”.


Deixo o meu desejo de FELICIDADE para o ano que se inicia. Que saibamos, na simplicidade das crianças, encontrar dentro de nós essa amiga que tanto ansiamos ter conosco.

Grande beijo! 


Dona Felicidade

[A Turma Do Balão Mágico]
 
Lua lá no céu,
Queijo pão de mel
Na ponta do pincel,
Mostra no papel aonde encontrar
A tal da dona felicidade

Perguntei pro céu
Perguntei pro mar, pro mágico chinês
Mas parece ninguem sabe, aonde a felicidade
Resolveu de vez morar

Até que um anjo me disse, que ela existe
Que é tão fácil encontrar
Bem lá no fundo do peito o amor é feito
É só você se entregar

E você vai ser muito feliz,
É só na vida acreditar
E você vai ser muito feliz,
É só na vida acreditar

Lua lá no céu...

Lálálálálálálálálá
Lálálálálálálálálá...



- Postado por: Sanka às 11h41
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A mim, dispo.

 

Chega de meias palavras nas entrelinhas das meias intenções. Saltam verbos da minha boca. Ser. Ter. Parecer. Construir. Realizar. O que sou e o que preciso ser de ação. Porque é tão difícil? Fico cá sofrendo com o que poderia ter sido e não foi. E sou expectadora da minha vida passando pelos meus olhos como uma imagem acelerada. E não tem pipoca. Nem guaraná. Não sou o que pareço e tenho mais do que mereço. Vivo construindo castelos que acabam não passando de rabiscos num pedaço de papel. Cada coisa a ser realizada leva mais tempo do que seria necessário pra qualquer pessoa “normal”. E eu sou normal? Sim. Não mais do que aquelas que Caetano diz para serem olhadas de perto, eu sei. E, “de perto, ninguém é normal”. Você se pergunta: o que ela quer dizer? Eu digo... amigo, é hora da contabilidade do ano. De fazer o balancete. [embora eu seja uma completa ignorante nestas questões; na verdadeira acepção da palavra e no paralelo que (mal) traço] E a sensação que o fim do ano traz não é boa. Nunca foi. Desde a infância, quando eu sempre ficava de recuperação. E sempre tinha briga em casa. E sempre tinham os sermões do meu pai. E sempre tinha chumbo grosso apontado para a pobre da minha mãe. Sabe o que vejo quando olho para mim criança? Tristeza. Não é muito diferente de olhar pra mim agora. A diferença é que hoje finjo melhor. Essa é a vantagem de ser grande. A vantagem de ouvir Cartola e poder compreender perfeitamente... “quem me vê sorrindo pensa que estou alegre. O meu sorriso é por consolação porque sei conter, para ninguém, o pranto do meu coração”. E sabe do que mais? Nunca estive tão nua.

 

Down em mim

[Cazuza]

Eu não sei o que o meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E nem me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago de razão
Eu ando tão down
Eu ando tão down

Outra vez vou te cantar, vou te gritar
Te rebocar do bar
E as paredes do meu quarto vão assistir comigo
À versão nova de uma velha história
E quando o sol vier socar minha cara
Com certeza você já foi embora
Eu ando tão down
Eu ando tão down

Outra vez vou me esquecer
Pois nestas horas pega mal sofrer
Da privada eu vou dar com a minha cara
De panaca pintada no espelho
E me lembrar, sorrindo, que o banheiro
É a igreja de todos os bêbados
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Down... down



- Postado por: Sanka às 10h43
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Japão e Pernambuco. Feições orientais, temperamento sertanejo. Tem um jeito de inclinar a cabeça e torcer os lábios deixando um canto de boca para baixo quando está com raiva. E tem um riso comedido e engraçado quando ouve uma piada. É legítima pernanjanesa. Ou Japambucana? Paciência oriental, com peixeira na cintura. Ela nem tamanho de gente tem. Mas é gigante quando quer. E sempre quer. Das muitas lições que ela me deu, me ficou a do abraço - Aquele em que a gente usa todos os braços que tem [sim, dá impressão de que são muitos]. Encosta o corpo transferindo uma à outra todo o carinho, e diz baixinho... “eu te amo”. Quantos foram? Quantas vezes? Quantos anos? Não importa. Não importam as contas, os anos, as vezes em que nos tornamos ‘estranhas’. Importa quanto encontrei de cumplicidade e aconchego nos seus olhos. O quanto tive de colo em seu quarto. Quanta lágrima derramei sob sua proteção.  O que na verdade se conta, quando passam os anos, são as risadas, as músicas que ouvimos e que dançamos. As noites no Tequila, as farras dos colchões na sala, as fotos cheias de marmota. O que te peço, Manona, que hoje conte, são os momentos felizes, o nascimento do João e todas as lindezas que vieram depois disso. Conte somente as vezes em que levantou e sacudiu a poeira depois da rasteira que levou. Conte o peito cheio de coragem de mudar, de recomeçar. Conte os amigos que fez, a família que conquistou. Não é fácil, eu sei. Mas também sei que tudo de que precisas está aí contigo, saiu  de dentro desse corpo franzino, ou está nesta alma imensa. Quero te ver sorrir. E hoje é um bom dia. Hoje que João está aí te lançando amor por todos os lados e de todos os modos. Hoje que é mais um dia em que todos comemoramos o dia em que essa linda marrenta nasceu. Hoje, comecinho do mês das festas pelo nascimento do nosso menino Jesus. É hoje que rogo ao Pai por tua felicidade e saúde, e te digo, mais uma vez... EU TE AMO.  

 

Tércia, já posto hoje meu carinho por seu aniversário 02 de dezembro, com medo de que não esteja on line amanhã, tá? Milhões de beijos!

 Você é Linda - Caetano Veloso no player



- Postado por: Sanka às 18h17
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Eu só queria saber de qual corno eu pisei no rastro.

 

Dias maus por aqui.



- Postado por: Sanka às 16h47
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Ela nasceu segunda-feira, 20 de novembro, às 21 horas e 14 minutos, dez dias antes do previsto, por conta de uma quadro de infecção no útero da mãe. LAVÍNIA - “a que purifica”. Apropriado. Ela, graças a Deus, se purificou da infecção que a rodeava, nasceu bem, chorou, mamou, e agora dorme quietinha no seu berço provisório, enquanto aguarda a hora de ir para o seu lar.

 

Essa é minha irmã, LAVÍNIA!!! filha de meu pai. A sexta, de seus seis filhos. E eu, a primogênita, fico cá, boboca, de ver coisa tão bonita pra gente mimar.

 

Obs: foto de celular... dá um desconto, viu?

 



- Postado por: Sanka às 16h41
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ó meu pezim de preocupada ó... [visualiza aí pezinhos roliços freneticamente balançando apoiados em coxas roliças idem - ou roliças max's - com uma cara de "eu te conheço?"]

Intoncis, vamos lá... porque hoje é SEXTA!


O vento
[los hermanos]

Posso ouvir o vento passar,
assistir à onda bater,
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar:
Um século, um mês,
três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar.

- Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
- Não sei mas
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...
E isso por que?
Diz mais!
Uh... Se a gente já não sabe mais
rir um do outro meu bem então
o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar,
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.
Só de encontrar... Ah!!!



- Postado por: Sanka às 16h12
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Jordan

    Ele nasceu um ano, um mês e um dia depois que nasci. Minha avó conta que meu pai entrou em casa bradando que havia nascido um macaquinho de “suíça”. Dizem que o moleque nasceu feio... eu não sei, só tinha um anininho, um mês e um dia. Lembro de uma foto [que amo], onde estou agachada, de olhos arregalados, olhando ele no berço.
    Quando criança a gente estava sempre junto, na ida pra escola, na pendência do reforço, no pão com “simba”, nos pulos do guarda-roupas pra cama, nas escaladas de parede do corredor, nas tardes em frente á tv assistindo “os trapalhões”... e principalmente nas “petecas cheias  d’água”, como a gente costuma dizer, quando acabava o filme e o Didi sempre se dava mal. Ficávamos lá, eu e ele, como nossos grandes olhos cheios de lágrima. Até hoje é assim, choramos por tudo. Quando fomos crescendo e descobrindo as farras, estávamos nós, também juntos na iniciação à cerveja gelada. Acabamos até tendo nossas próprias saídas, nossas músicas, as canções que lembram um ao outro, como essa que está tocando. Lembro de uma vez que estávamos brigados [seriamente brigados], mas sentados com amigos na mesma mesa no “gela-guella” [um barzinho perto de casa], quando essa música tocou. De imediato olhamos um pro outro e toda zanga foi-se embora.
    Hoje é aniversário dele, do meu primeiro irmão, Jordan, ele quem me deu o nome “SANKA” que amo. Queria que ele soubesse que sinto falta dele, de dormir no seu quarto assistindo filme, de almoçar todo mundo junto, de ouvir “Amanda, a Samara tem razão, é irmã mais velha...” sempre acompanhada de muitas risadas. Sinto falta até mesmo de ser acordada pelo “bebo véi" às gargalhadas de madrugada, quando colocava o “Felic” [meu cachorro de pelúcia] pra latir no meu ouvido.
    Queria dizer, Manim, que vou SEMPRE estar ao seu lado no que precisar [e no que não precisar também]. Amo muito você e desejo que todos os anjos se reúnam em oração para te proteger e te fazer feliz. E lembre que além de sermos irmãos, somos amigos, e amigo “é pra essas coisas”. Afinal, “apreço não tem preço”.

Amigo é pra essas coisas
(Sílvio da Silva Junior e Aldir Blanc)


Salve, como é que vai...
Amigo a quanto tempo...
Um ano ou mais.....
Posso sentar um pouco?
Faça o favor.
A vida é um dilema...
Nem sempre vale a pena...
Ah...
O que é que há?
Rosa acabou comigo.
Meu Deus, porquê?
Nem Deus sabe o motivo.
Deus é bom!
Mas não foi bom pra mim...
Todo amor um dia chega ao fim

Triste!
É sempre assim...
Eu desejava um trago...
Garçon, mais dois!
Nem sei como eu lhe pago...
Se vê depois...
Estou desempregado.
Você está mais velho...
É!
Vida ruim...
Você está bem disposto.
Também sofri.
Mas não se vê no rosto.
Pode ser...
Você foi mais feliz...
Dei mais sorte com a Beatriz!

Pois é...
Tudo bem...
Pra frente é que se anda.
Você se lembra dela?
Não.
Lhe apresentei...
Minha memória é fogo...
E o l'argent?
Defendo algum no jogo.
E amanhã?
Que bom se eu morresse!
Pra que rapaz?
Talvez Rosa sofresse...
Vá atrás...
Na morte a gente esquece!
Mas no amor a gente fica em paz.
Adeus.
Toma mais um...
Já amolei bastante.
De jeito algum...
Muito obrigado amigo.
Não tem de que.
Por você ter me ouvido.
Amigo é pra essas coisas...
É.
Toma um Cabral.
Tua amizade basta.
Pode faltar.
O apreço não tem preço.
Eu vivo ao Deus-dará

sanka e jordan



- Postado por: Sanka às 10h50
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balada de chegada

 

Coração mais que tambor – bateria. Boca seca de ansiedade. Segundos eram minutos, minutos eram horas. E horas era mais do que a saudade poderia suportar. A lacônica mensagem anunciava o desembarque, e há essa altura o peito era coração de escola de samba se preparando pra pisar na avenida. Instantes imensos. Absurdamente imensos. Pobres das unhas, das solas de sapatos, dos dedos doídos de tantos estalos.

 

Nunca foi tão bonito o ensurdecedor som do avião.

 

[o tempo parou]

 

Quem dera eu pudesse descrever aquele sorriso... todos os “closes”, planos fechados em câmera lenta com fundo musical de lacrimejar os olhos, seria muito pouco. Revejo aquele sorriso caminhando, vindo em minha direção, emanando luz. Sorriso sorrindo mais do que nunca, adornado pela barba por fazer, pelo buraquinho no queixo, pelos faiscantes olhos castanhos.

 

[vidro. esteira]

 

Um vidro separava meu abraço, a vontade de encaixar naquele peito - meu porto. A esteira ditava o tempo que restava entre a boca dele e a minha. Era aquele, o mestre da bateria, que aguardava, impaciente, a apoteose dentro de mim. Era ele ali, já ao alcance da minha mão.

 

[suspiro]

 

Cheiro. Calor. Força. Boca. Beijo. Abraço. Urgência de quem ama e é amado.

 

“pretinha, que saudade...” foi a senha para a noite que começava às três da tarde.

 

“estrada de fazer o sonho acontecer”

 

a letra da música está aqui em baixo... A b* do Uol disse que excedi o limite de caracteres. :(



- Postado por: Sanka às 10h03
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Quem sabe isso quer dizer amor

[Milton Nascimento]

 

cheguei a tempo de te ver acordar 
eu vim correndo a frente do sol 
abri a porta e antes de entrar 
revi a vida inteira 
 
pensei em tudo que é possível falar 
que sirva apenas para nós dois 
sinais de bem, desejos vitais 
pequenos fragmentos de luz 
 
falar da cor dos temporais 
de céu azul, das flores de abril 
pensar além do bem e do mal 
lembrar de coisas que ninguém viu 
o mundo lá sempre a rodar 
e em cima dele tudo vale 
quem sabe isso quer dizer amor 
estrada de fazer o sonho acontecer 
 
pensei no tempo e era tempo demais 
você olhou sorrindo pra mim 
me acenou um beijo de paz 
virou minha cabeça 
 
eu simplesmente não consigo parar 
lá fora o dia já clareou 
mas se você quiser transformar 
o ribeirão em braço de mar 
 
você vai ter que encontrar 
aonde nasce a fonte do ser 
e perceber meu coração 
bater mais forte só por você 
o mundo lá sempre a rodar, 
e em cima dele tudo vale 
quem sabe isso quer dizer amor, 
estrada de fazer o sonho acontecer


- Postado por: Sanka às 10h00
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..Sanka..

SomdeCordeMim

Som de cor de mim
Veja em mim o som da cor
Me dê cor, se ouvir um som
Ouça o som, se vir a cor
E se quiser,
Me veja mais
Mais que jamboaçaígoiaba clara,
Veja mel no negroazulescuro dos meus olhos
Toque o liláslaranjaardente do meu peito
E dance um bluseadoreggaedance compassado
Depois, [se estiver demais cansado]
Mergulhe fundo no céu azul de amaralina
Que tirintila no almofadar do meu pensamento...

..Sanka..





ela é essencialmente assim. tem variáveis. muitas. mas é gargalhada que quer pra vida toda. e vermelho. muito vermelho.


é dele, o coração dela.
Naka.



tantas histórias:

- 11/03/2007 a 17/03/2007
- 21/01/2007 a 27/01/2007
- 14/01/2007 a 20/01/2007
- 07/01/2007 a 13/01/2007
- 31/12/2006 a 06/01/2007
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