“Ela me deu um beijo na boca e me disse: ‘a vida é oca como uma touca de um bebê sem cabeça’ e eu ri a beça” – Caetano
Sei não. Sei porque acordei com isso na cabeça não. Sei que acordei cantarolando isso - que tenho certeza – não ouço há anos. Também não lembro do resto da música ‘nem por cem e uma fanta’ como diz minha mãe [também não sei porque ela tinha que meter a fanta na história... o que tem a ver, meu pai? Aff... só mamis mesmo]. Também empaquei sem saber se era ‘abeça’ junto, ou se era ‘a beça’ separado. Aí o Word respondeu em vermelho o que minha ignorância não revelara [e pra terminar de completar, avisou em verde que eu tinha que providenciar uma crase. Será? Alguém, alguém, sos, please].
Sei não, só que acordei indagadeira e sem o menor compromisso com coisa alguma que beire a seriedade. Pneu furado na volta do colégio da filhotinha. Estresse? Nada... achei foi graça, fui sem perceber que a porqueira tava mais murcha que saco de velhinho. Um nobre colega transeunte me avisou do fato, e pensei alto: ‘como a criatura chega até aqui sem perceber que o pneu tá furado?’. Filhotinha respondeu: ‘é que pela manhã minha fia não funciona...’ e saiu do carro gargalhando. Fiquei lá dando toda razão à minha revoltadinha da estrela. Cheguei em casa, com o carro se arrastando. Acordei marido e disse rindo: pneu furado! Fiz cafezinho forte, coloquei uma sandalinha rasteira e vim para o trabalho à pé apreciando o lindo dia claro e fresco que estava fazendo. Estresse? Hoje não. Afinal de contas... ‘a vida é oca como uma touca de um bebê sem cabeça’... e eu rio a beça.
Vou pedir à São Google a letra da música, se ele for legal comigo ta aí em baixo, senão, vocês já sabem...
Hum... salve, salve, quem tudo sabe, clica aí nesse link e vai lá ver a letra, que pasmem, é uma canção do cd “cores, nomes”. Não poderia ser melhor, né?
Ele me deu um beijo na boca. Caetano. Clique aqui!
na vitrola: descobridor dos sete mares - tim maia. [nada com nada no post, né? é, mas caetano me pareceu muito deprê pra hoje.
Aqui está. Demorou, eu sei. Mas só provou que estou certíssima quando digo que tudo tem seu tempo. Quis encontrar um template que combinasse com “tantas quantas”, comigo. Não encontrei. Tentei fazer um. Inútil. Pulei em todos os sites de template que a google se dispôs a me dar [e olha que eu pedi com jeitinho, viu?]. Canseira, canseira e nada que me agradasse. Voltei ao “templates caprishu”, de onde peguei o Abaporu da Tarcila. Foi aí então que o Kandinski me escolheu. Bom, mas eu ainda estava insatisfeita com o nome, com o “tantas quantas”, que ainda gosto muito, mas que precisava dar lugar ao novo. Curiosa que sou, fui pedir ao São Google novas orientações, fui saber quem era esse pintor. [desculpa aí se a ignorância for assim tão grande, mas devo admitir que não conhecia o camarada].
E...? EURECA! E tudo ficou claro.
Kandinsk, apesar de ligado às artes, achava que não tinha muito talento e por isso estudou direito e economia. Mas dois acontecimentos em Moscol mudaram sua forma de ver o mundo: Aconteceu na cidade uma exposição dos expressionistas e Kandinski ficou deslumbrado com os trabalhos de Claude Monet. Logo em seguida ele assistiu a uma ópera de Wagner no Teatro de Moscou. No espírito do artista as cores e os sons se misturaram e criaram uma ligação real, palpável em sua imaginação e sentiu a necessidade de colocar isso em uma tela. As formas começaram a perder importância e tinha início assim o surgimento da arte abstrata. O mundo da arte nunca mais seria o mesmo. [como nunca mais serei, depois dessa aula]
A paixão de Kandinski pela questão da ligação dos sons com as cores emprestou a sua obra um movimento próprio da música e uma força própria das cores. A mistura é mesmo alucinante e alguns quadros do artista parecem dançar diante do observador, tal a idéia de dinamicidade que transmitem.
Quem me conhece um pouco já entendeu. Música tem um papel indescritível na minha vida. Não há como viver sem ela. Todas as coisas da minha vida, todas as idades, etapas, fases, acontecimentos, pessoas, coisas, dramas, alegrias... tudo tem uma música assossiada, empregada, impregnada, eu diria. Costumo dizer que gosto de músicas que eu possa ver. Gosto de construir a imagem do que ouço, se não tiver a imagem da minha própria vida ligada a ela.
Adoro o cor, colorido, embora seja o “pretinho básico” o must do meu guarda-roupa [emagrece, né, pessoas?]. Meus blogs são claros, assim como minhas roupas de cama, toalhas. Meus trecos de cozinha são laranja e verde-limão... [precisa mais exemplo não, né?].
Então ficou assim: SOM DE COR DE MIM. Os sons que me são caros, as cores que me têm decoradas e o que em mim você possa ver. Ou ouvir.
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