Acordei com o cheiro de "triunfo" peito adentro. Sabia que o cheiro não vinha das narinas, vinha da infância. Não sei o que em meus sonhos me trouxeram aquele cheiro. O cheiro do biscoito que era lanche certo em todos os recreios dos meus poucos aninhos. Fiquei na cama sorvendo a delícia daquele gosto do pouco de infância de que me lembro. Não tenho grandes lembranças. Lembro do toco de baton na casinha das bonecas do "jardim I" no colégio Dom Barreto. Da caminhada rumo ao Santa Helena, levada pela Tia Lili. Lembro dela me tomando a lancheira que eu carregava fazendo um irritante barulho batendo no joelho. Tia Lili olhava pra mim com aquela cara engraçada de reprovação e dizia: Dá aqui samara, que eu levo essa lancheira. Lembro do sofá de minha avó onde eu cabia inteira; do cafuné enquanto assistia novela, do tapinha nas costa que ela dava enquanto dizia "minha netinha do coração". Da minha avó, que hoje, graças a Deus, se diverte mais no "clube da melhor idade", lembro das colchas de retalhos que fazia para não ficar parada quando tinha férias. Era mulher ocupada, advogada, procuradora do estado. Mas era avó acima de tudo, e nos fazia lindas colchas. Uma me foi especial. Lembro dela com perfeição. Tinha todas as cores aquela colcha, e tinha uns babados na ponta que davam a ela um ar mais antigo. E tinha um gostoso forro que fazia dela o mais quente dos meus lençóis. Acabo de perceber que estava errada durante todos esses anos de "adultecência" quando dizia não me lembrar muito de minha infância. Lembro do que importa. Das lições de amor e carinho. E dos cheiros que me põem gosto bom de saudade na boca.

 

Se enamora

Quando você chega na classe
Nem sabe
Quanta diferença que faz
E às vezes
Faço que não vejo e não ligo
E finjo, ser distraída demais

Quantas vezes te desenhei
Mas não consigo
Ver o teu sorriso no fim
Te sigo
Caminhando pelo recreio
Quem sabe
Você tropeça em mim

Se enamora
Quem vê você chegar com tantas cores
E vê você passar perto das flores
Parece que elas querem te roubar

Se enamora
Quem vê você chegar com tantos sonhos
E os olhos tão ligados nesses sonhos
Tesouros de um amor que vai chegar

Quando toca o despertador
De manhazinha
Me levanto e vou me arrumar
E vejo
A felicidade no espelho
Sorrindo
Claro que vou te encontrar

Fico só pensando em você
E juro
Que vou te tirar pra dançar
Um dia
Mas uma canção é tão pouco
Nem cabe
Tudo que eu quero falar

Se enamora
Quem vê você chegar com tantas cores
E vê você passar perto das flores
Parece que elas querem te roubar

Se enamora
Quem vê você chegar com tantos sonhos
E os olhos tão ligados nesses sonhos
Tesouros de um amor que vai chegar

Se enamora
E fica tão difícil
De ir embora
E às vezes escondido
A gente chora
E chora mesmo sem saber porque
Se enamora
A gente de repente
Se enamora
E sente que o amor
Chegou na hora
E agora gosto muito de você

[balão mágico] 



- Postado por: Sanka às 13h19
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    Meu maior defeito é “amanhã”. No meu amanhã cabe tudo que não faço hoje. Cabe pelo simples fato de poder fazê-lo amanhã, não porque não cabe no meu hoje. Mania de amanhã, é o meu mal, acabo de descobrir. Deixei pra ‘amanhã’ a visita que faria ao meu avó. Não contei que o Pai o chamaria sem me avisar, sem me dizer -  Samara, vai lá, vou levá-lo amanhã -  mesmo sabendo que ele definhava. Deixei pra amanhã a inscrição pro concurso. Não contava eu, que naquele dia, justamente naquele dia, o carro daria prego e eu passaria as últimas duas horas de inscrição tentando rebocá-lo. Não esperaram receber o currículo que eu entregaria amanhã, pra fazer a seleção do emprego. Não esperaram minhas cartas chegarem com as embalagens que passei meses juntando, para sortear o carro da promoção. Não protocolei o recurso que já estava pronto e não protocolei pra ‘protocolar só amanhã porque hoje já estava tarde’. Não fiz hoje o regime que prometi pra ontem. Não marquei aquele almoço nem fui trocar a roupa que ganhei de aniversário e não me coube. Se eu tivesse feito o regime que prometi pra ontem, talvez a roupa que não troquei naquele aniversário que passou, me servisse hoje. Não fui à manicura. Encolhi as mãos de vergonha daquelas lindas e bem cuidadas unhas que vi no balcão do fórum. É que não deu pra ir ontem. Compreensível, não? Vou deixar para amanhã postar esse texto. Talvez vocês o leiam aqui um ano depois de tê-lo escrito, quando eu acidentalmente achá-lo nesses arquivos. Não me espantaria se isso acontecesse. Afinal, ainda há amanhã. Pelo menos teoricamente. E enquanto houver amanhã...

 


 

Amanhã

 

Amanhã será um lindo dia, da mais louca alegria

Que se possa imaginar, amanhã redobrada a força
Pra cima que não cessa, há de vingar


Amanhã mais nenhum mistério, acima do ilusório

O astro rei vai brilhar, amanhã a luminosidade

Alheia a qualquer vontade, há de imperar, há de imperar


Amanhã está toda a esperança por menor que pareça
O que existe é pra festejar, amanhã apesar de hoje
Ser a estrada que surge, pra de trilhar


Amanhã mesmo que uns não queiram será de outros que esperam
Ver o dia raiar, amanhã ódios aplacados temores abrandados

 

[Guilherme Arantes]

 




- Postado por: Sanka às 10h39
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..Sanka..

SomdeCordeMim

Som de cor de mim
Veja em mim o som da cor
Me dê cor, se ouvir um som
Ouça o som, se vir a cor
E se quiser,
Me veja mais
Mais que jamboaçaígoiaba clara,
Veja mel no negroazulescuro dos meus olhos
Toque o liláslaranjaardente do meu peito
E dance um bluseadoreggaedance compassado
Depois, [se estiver demais cansado]
Mergulhe fundo no céu azul de amaralina
Que tirintila no almofadar do meu pensamento...

..Sanka..





ela é essencialmente assim. tem variáveis. muitas. mas é gargalhada que quer pra vida toda. e vermelho. muito vermelho.


é dele, o coração dela.
Naka.



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