Cresci numa casa no centro de Teresina, com um enorme quintal e uma legião de amigos. Lá em casa sempre foi o quartel general das brincadeiras, e estava sempre cheia de amigos da minha mãe. Típica “Casa da Mãe Joana”, cheia de gente entrando e saindo. Amigos da escola ou primos passavam o fim-de-semana, vizinhos vinham comer daquela sopa que só a D. Sônia sabe fazer, ou vinham buscar abrigo, aqueles que por algum motivo, precisavam de ajuda. Crescemos na filosofia de que mais vale amigo, do que dinheiro no bolso, e o que importa na vida é o bem que repartimos.

 

Muitas das pessoas que comeram do “nosso angu” e dormiram em nossas camas, hoje não sabem, sequer, quem somos. Muitas foram as decepções. Muitos foram os que sumiram de uma hora para a outra, sem ao menos olhar para trás. Muitos foram os comentários desagradáveis que soubemos ter partido de pessoas que recebemos em nossa casa de braços abertos e queríamos bem. Poucas, no entanto, ainda hoje agradecem a acolhida, e nos trazem [tenho certeza], no coração, embora a vida tenha, naturalmente, afastado.

 

Tenho pensado muito nisso de uns dias pra cá... confesso que um pouco chateada desse tipo de coisa ainda acontecer conosco, quando já deveríamos ter aprendido a usar de mais reserva, a deixar a porta, pelo menos, entreaberta.

 

Mas não. Mamãe sempre teve um coração enorme e é capaz de ficar sem nada pra ajudar um amigo. Foi dela que herdei o sorriso, e essa coisa de abrir minha casa como abro os meus braços. E é assim que a gente, por vezes, se magoa. Por dar tanto valor a um amigo, sem saber se ele sabe o que esta palavra realmente significa.

 

Devo confessar que esmoreci esses dias, que pensei em mudar de atitude, de esfriar, de tentar endurecer. Mas ontem estive na casa de minha mãe comemorando o aniversário da minha tia Rosário, rodeada de poucos e queridos amigos de muitos anos, e cheguei à conclusão de que se para tê-los, para que restem pessoas como eles pertos de nós é preciso passar por outros que nos trazem dor, vale à pena. Não vou deixar que as lições de generosidade de minha mãe se percam na mesquinhez de comentários de gente frustrada que parece não ter muito do se orgulhar, mas desejam impor seus valores equivocados para quem os cercam. Não vou deixar que a incapacidade de alguns de refletir e “se colocar” no lugar do outro antes de fazer um julgamento, tire a alegria que conservo a duras penas. 

 

Portanto, queridos, sou a mesma de sempre... marmoteira, sorridente, carrancuda, respondona, amiga, leal... escorregando aqui e ali, errando mais do que acertando... cheia de qualidades e defeitos como qualquer um de nós, filhos de Deus e habitantes do planeta Terra. [tudo bem que pode existir vida em outros planetas, mas como não sei se os “puns” deles fedem, eu deixo a comparação entre a gente mesmo, ok? Ou você vai me dizer que o seu não fede?].

 

 na vitrola: caçador de mim - Milton Nascimento

[só porque fala muito de mim]

 

Deixo também um link que Lene me mandou por emai, e fala coisas bacanas e que têm a ver com o que tenho pensado.

http://www.coramaria.com.br/julgamento.htm



- Postado por: Sanka às 18h56
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..Sanka..

SomdeCordeMim

Som de cor de mim
Veja em mim o som da cor
Me dê cor, se ouvir um som
Ouça o som, se vir a cor
E se quiser,
Me veja mais
Mais que jamboaçaígoiaba clara,
Veja mel no negroazulescuro dos meus olhos
Toque o liláslaranjaardente do meu peito
E dance um bluseadoreggaedance compassado
Depois, [se estiver demais cansado]
Mergulhe fundo no céu azul de amaralina
Que tirintila no almofadar do meu pensamento...

..Sanka..





ela é essencialmente assim. tem variáveis. muitas. mas é gargalhada que quer pra vida toda. e vermelho. muito vermelho.


é dele, o coração dela.
Naka.



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